Síndrome Metabólica

Tempo de Leitura: 2 minutos

O que é? 

A síndrome metabólica é um conjunto de fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. Esta tem como base a resistência à ação da insulina, ou seja, a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Alguns fatores contribuem para o seu aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física.

Como diagnosticar a síndrome metabólica? 

Para o diagnóstico, o paciente deve ter 3 ou mais dos fatores de risco abaixo (avaliados com antropometria e exames bioquímicos):

– Grande quantidade de gordura abdominal: em homens, circunferência da cintura maior do que 102 cm e nas mulheres, maior que 88 cm;

– Baixo HDL (“bom colesterol”): em homens, menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl;

– Triglicerídeos elevados (nível de gordura no sangue): 150mg/dl ou superior;

– Pressão sanguínea alta: 135/85 mmHg ou superior ou o fato de utilizar algum medicamento para reduzir a pressão;

– Glicose elevada: 110mg/dl ou superior.

Como fazer o tratamento para síndrome metabólica? 

O principal no caso de um paciente com síndrome metabólica é tratar os fatores de risco: as maneiras mais eficazes são mudanças no estilo de vida, aumentando a atividade física e auxiliando o paciente a perder peso via alimentação. O emagrecimento melhora o perfil lipídico e a sensibilidade à insulina, além de reduzir a pressão e a glicemia. É interessante incentivar o consumo de carboidratos complexos e integrais, a diminuição de gordura saturada e trans da dieta, além de controle do sódio, que tem grande impacto na pressão arterial. 

Quando precisa suplementar? 

Caso o tratamento não-farmacológico não tenha efeito, pode-se utilizar os medicamentos prescritos para melhorar os fatores de risco, como estatinas nas dislipidemias e AAS em baixas doses para pacientes em estado pré-trombótico, orientados pelo médico. A suplementação de ômega 3 também pode ser útil para pacientes com hipertrigliceridemia grave (acima de 500mg/dL), com evidências de redução deste marcador.

Referências

Sugestão de leitura: Qual o papel do ômega 3 na obesidade e síndrome metabólica?

PENALVA, Daniele Q. Fucciolo. Síndrome metabólica: diagnóstico e tratamento. Revista de Medicina, v. 87, n. 4, p. 245-250, 2008.

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